Escape ao tossir, espirrar ou rir
“É muito ruim ficar fazendo xixi na calcinha toda hora.”
Perder urina ao tossir, espirrar, rir, brincar com os filhos ou fazer exercício é uma das queixas mais comuns entre as mulheres. Muitas convivem com isso por anos achando que faz parte da vida. A fisioterapia pélvica avalia a musculatura e trata a causa.
O nome técnico é incontinência urinária: qualquer perda involuntária de urina. A forma mais comum é a incontinência de esforço, quando o escape acontece em momentos de pressão no abdômen, como tossir, espirrar, pular ou levantar peso. Costuma ser a fase inicial do problema.
Também existe a urgência: uma vontade de urinar tão forte e repentina que não dá tempo de chegar ao banheiro. As duas formas podem aparecer juntas e estão ligadas, em grande parte, ao funcionamento da musculatura do assoalho pélvico.
Gestação, parto, menopausa e o próprio envelhecimento mudam essa musculatura. Por isso a queixa aparece em mulheres jovens, no pós-parto e na terceira idade.
Algumas situações que as pacientes descrevem na primeira consulta.
“É muito ruim ficar fazendo xixi na calcinha toda hora.”
“Percebi que não estava bem quando fiz xixi na roupa brincando com meu marido.”
“Perco xixi amamentando ou carregando o bebê.”
O tratamento começa pela avaliação e é ajustado ao que ela mostra.
Força, resistência e coordenação da musculatura, sempre com explicação e consentimento.
Exercícios específicos, com apoio de biofeedback, cones e eletroestimulação quando indicado.
Orientações sobre ingestão de líquidos, idas ao banheiro e como proteger o assoalho pélvico no dia a dia.
Para manter a evolução entre as sessões e depois da alta.
Ardência ao urinar, febre ou sangue na urina podem indicar infecção. Nesses casos, a fisioterapeuta encaminha para avaliação médica.
Na maioria dos casos, a queixa melhora bastante com o tratamento. O resultado depende da causa, do tempo de convivência com o problema e da sua participação nos exercícios.
Nem sempre. A fisioterapia pélvica é um dos primeiros tratamentos indicados e, em muitos casos, evita a cirurgia. Quando a cirurgia é necessária, ela também ajuda no preparo e na recuperação.
É comum, mas não precisa ser aceito. A partir de cerca de 40 dias do parto já é possível iniciar a fisioterapia pélvica, e você pode levar o bebê às sessões.
A fisioterapia pélvica atende mulheres adultas e idosas. Nunca é tarde para começar.
Ela trabalha a função da musculatura e os hábitos que podem favorecer as infecções. O diagnóstico e o tratamento da infecção ficam com o médico.
Avaliação e tratamento do assoalho pélvico, com escuta e respeito ao seu tempo.
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