Dor na penetração
“Sinto uma dor que parece que está me rasgando por dentro.”
Muitas mulheres passam anos ouvindo que a dor vai passar sozinha, que é coisa da cabeça ou que é só relaxar. A dor tem causa, e na maioria das vezes envolve a musculatura do assoalho pélvico. A fisioterapia pélvica trata essa causa, com acolhimento e no seu tempo.
A dor na relação (dispareunia) tem muitas causas: tensão e medo, musculatura do assoalho pélvico contraída demais, cicatrizes do parto, endometriose, alterações hormonais da menopausa e do pós-parto, entre outras. Por isso o tratamento começa por uma avaliação cuidadosa.
No vaginismo, a musculatura se contrai de forma involuntária e dificulta ou impede a penetração, mesmo quando a mulher deseja a relação. Não é frescura nem falta de vontade.
A dor também afeta o desejo, o prazer e o relacionamento. É comum a mulher passar a evitar a relação por saber que vai doer, e isso faz parte do que é tratado.
Frases reais que as fisioterapeutas da MovLife escutam no consultório.
“Sinto uma dor que parece que está me rasgando por dentro.”
“Não consigo ter relação com meu marido.”
“Fujo dele toda hora para não ter relação, porque sei que vai doer.”
“A relação voltou a doer depois que o bebê nasceu.”
“Acho que não consigo ter prazer.”
“Quero engravidar, mas a relação dói muito.”
Os primeiros encontros são de muita escuta. O exame físico acontece quando você se sentir segura.
Você entende o que é o assoalho pélvico e por que a dor acontece, antes de qualquer exame.
Começa pela parte externa. O toque interno só com permissão e é interrompido ao menor sinal de desconforto.
Terapia manual, dilatadores e eletroestimulação para a musculatura aprender a relaxar.
Exercícios e orientações para você e, quando fizer sentido, para o casal.
Quando a dor tem origem em infecção, inflamação ou outra condição que não é muscular, a fisioterapeuta encaminha para a ginecologista.
Não. Insistir com dor tende a aumentar a tensão e o medo. O caminho é tratar a causa.
Só se você se sentir confortável. Em casos de muita dor ou vaginismo, a avaliação interna pode ficar para depois, e o tratamento evolui aos poucos.
Sim. A fisioterapia pélvica trabalha a percepção e o relaxamento da musculatura, de forma gradual e respeitando o seu limite.
A dor e o desejo estão ligados: quando a relação deixa de doer, muitas mulheres voltam a sentir vontade. A Dra. Luana também é sexóloga e acolhe essas questões.
Pode, quando fizer sentido para o tratamento e para você.
Avaliação e tratamento do assoalho pélvico, com escuta e respeito ao seu tempo.
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